Anuncie onde seu cliente também vê!   I    VÍDEO: ação conjunta entre BM e PC prende três em Catuípe por tráfico de drogas   I    Up Fitness Academia é inaugurada em amplo e moderno espaço   I    VÍDEO: projeto “Mãos que Abençoam” realiza ação solidária neste sábado   I    Polícia prende dois, mas segue buscas por criminosos que assaltaram banco em Novo Barreiro   I    BRUTALIDADE: cachorros são envenenados no Thomé de Souza; crime revolta comunidade
30 de julho de 2019

Bolsonaro chama de “balela” documentos oficiais sobre mortos na ditadura

Um dia depois de ironizar o desaparecimento do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (30) não ter documentos que descrevam como Fernando Santa Cruz desapareceu em 1974, após ser preso pelo DOI-Codi, órgão da ditadura militar (1964-1985).

— O que eu sei é o que falei para vocês. Não tem nada escrito que foi isso, foi aquilo. Meu sentimento era esse — disse o presidente da República, em entrevista pela manhã.

— Você acredita em Comissão da Verdade? Qual foi a composição da Comissão da Verdade? Foram sete pessoas indicadas por quem? Pela Dilma — afirmou. — Nós queremos desvendar crimes. Na questão de 64, não existem documentos de matou, não matou, isso aí é balela.

Um dia antes, ao reclamar sobre a atuação da OAB na investigação do caso de Adélio Bispo, autor do atentado à faca do qual foi alvo, Bolsonaro disse que poderia explicar ao presidente da entidade, Felipe Santa Cruz, como o pai dele desapareceu durante a ditadura militar.

— Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB? Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele — disse.

— Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele. Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro — afirmou o presidente.

Felipe é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido em fevereiro de 1974, depois de ter sido preso junto de um amigo, chamado Eduardo Collier, por agentes do DOI-CODI, no Rio de Janeiro. Fernando era estudante de Direito, funcionário do Departamento de Águas e Energia Elétrica em São Paulo e integrante da Ação Popular Marxista-Leninista. Felipe tinha dois anos quando o pai desapareceu.

Em live pelas redes sociais, também na segunda-feira, Bolsonaro insinuou que Fernando teria sido alvo de ataques da esquerda e não da ditadura.

No relatório da Comissão da Verdade, responsável por investigar casos de mortos e desaparecidos no período, não há registro de que Fernando tenha participado de luta armada. O documento, inclusive, ressalta que ele, à época do desaparecimento, “tinha emprego e endereço fixos e, portanto, não estava clandestino ou foragido dos órgãos de segurança”.

A família de Fernando Santa Cruz afirmou que deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) após Bolsonaro dizer que conhecia o paradeiro dele. Questionado se está disposto a explicar o caso para as autoridades, Bolsonaro não respondeu e passou a relembrar do assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em 2002.

Fonte: GaúchaZH – Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Notícias Relacionadas

  • Polícia prende dois, mas segue busc...

    3 de agosto de 2020
  • RS e mais nove estados planejam ret...

    2 de agosto de 2020
  • BC anuncia lançamento de nota de R$...

    29 de julho de 2020
  • JÓIA: TRE absolve ex-prefeito Zucol...

    28 de julho de 2020

PUBLICIDADES

PUBLICIDADES



NOTÍCIAS NO SEU E-MAIL

Cadastre-se para receber.

Entre em contato conosco



(55) 9 9186-3339 Ijuí/RS / CEP: 98700-00
Copyright 2019 ® - Todos os direitos reservados 
Enviar mensagem
Olá tudo bem!
Deixe aqui seu recado que em seguida vamos responder.
Repórter Janio Fernandes